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04 Abr
Por: mat 0 0

DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA BORNITO DE SOUSA, VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, POR OCASIÃO DO 4 DE ABRIL

Cabinda, 4 de Abril de 2021

Sua Excelência, Senhor Governador da Província de Cabinda,
Excelência Senhor Ministro da Administração do Território,
Excelentíssimo Senhor Administrador do Município de Cabinda,
Excelências, Senhores Deputados, Ministros e Secretários de Estado,
Senhores Representantes dos Partidos Políticos,
Excelentíssimos Magistrados Judiciais e do Ministério Público,
Digníssimas Autoridades Provinciais e Municipais civis, militares e policiais, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria,
Distintas Entidades eclesiásticas,
Caros Jornalistas e Representantes das distintas organizações não-governamentais,
Autoridades Tradicionais,
Minhas senhoras e meus senhores,

Começo por saudar as angolanas e os angolanos, de Cabinda ao Cunene e do Mar ao Leste,bem como no exterior do país, por este Dia 4 de Abril, dezanove anos depois do histórico 2002, que mudou a trajectória do nosso grande e belo país, ANGOLA!

Apresento uma saudação especial à população da Província de Cabinda, que acolhe este Acto Central, ao qual tenho a honra de presidir, em representação de Sua Excelência, o Presidente da República, Dr. João Manuel Gonçalves Lourenço.

Este ano, o Dia da Paz e da Reconciliação Nacional celebra-se sob o lema: ANGOLA – PAZ, UNIDADE NACIONAL E DEMOCRACIA.

Depois da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, a Paz é, certamente, a maior conquista do Povo angolano. E quis o destino que calhasse logo num domingo de Páscoa, um dia abençoado que é duplamente celebrado pela maioria dos angolanos.

Dezanove anos atrás, num dia como hoje, irmãos outrora desavindos, puderam enfim, apertar as mãos e abraçar-se, dando a Angola e aos Angolanos uma nova oportunidade de vida.

Não se apagam da memória colectiva, o gesto de magnanimidade do Presidente Dos Santos que se seguiu ao fim do conflito, bem como as imagens da assinatura do acordo de Paz definitiva, nas instalações da Assembleia Nacional, na presença dos representantes dos vários sectores da vida angolana, de países estrangeiros e de organizações internacionais.

Quase três décadas depois da proclamação da Independência Nacional, e após várias tentativas e acordos falhados, 2002 encerrava uma das mais longas guerras fratricidas de que o mundo tem memória.

Por sua vez, o ano de 2006 testemunhou a assinatura de um Memorando de Entendimento, na cidade de Moçâmedes, Província do Namibe, estruturado para atender a especificidades da Província de Cabinda.

Depois de longos anos de destruição de vidas e de infraestruturas económicas e sociais, e do desvio de milhares de jovens, da promoção da construção e desenvolvimento de Angola, hoje os Angolanos valorizam, mais do que ninguém, os benefícios da Paz e da estabilidade política e social.

Defender a Paz e a Unidade Nacional é a maior homenagem que podemos fazer aos milhares de jovens que deram das suas vidas, sangue e suor por uma Angola una e indivisível, independente e soberana.

Minhas senhoras e meus senhores,

Uma das grandes lições que retiramos do processo que nos conduziu à Paz de 4 de Abril de 2002, é que não se consegue nada honroso e digno de valor, sem um mínimo de empenho, esforço e sacrifício.

Temos, por isso, que ser capazes de resistir à tentação de privilegiar as coisas fáceis, o imediatismo e a lei do menor esforço.

Para atingirmos os nossos objectivos, os nossos sonhos, dos mais simples aos mais complexo, individuais ou colectivos, é preciso fé, força e coragem.

Sabemos o que custou a liberdade. Sabemos o que custou a paz e a estabilidade que hoje desfrutamos.

A paz, a estabilidade política e a prosperidade foram o sonho almejado durante mais de três décadas pelos angolanos.

Melhor qualidade de vida para as famílias, melhor ensino, melhor saúde, melhores serviços públicos, uma mais justa distribuição dos rendimentos nacionais, e uma forte economia, dinâmica, desenvolvida e diversificada, são objectivos comuns e legítimos que só podem ser alcançados com Paz e estabilidade.

É nossa convicção de que temos plenas condições para continuar crescer, em PAZ, UNIDADE E DEMOCRACIA, como refere o lema deste acto.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Ontem tivemos a oportunidade de visitar alguns dos projectos públicos e também privados que estão em curso aqui na Província de Cabinda.

Trata-se de importantes empreendimentos, pelo simbolismo ou pelo valor da empreitada, que de certeza absoluta vão contribuir para o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida, a elevação dos índices de desenvolvimento humano e a criação de empregos sobretudo para a juventude.

Alguns desses projectos terão projecção nos países vizinhos e mesmo para a região central de África.

Estou a referir-me, em particular, ao Terminal Marítimo de passageiros e à rampa de atracagem de Ferryboats, aqui na cidade de Cabinda; estou a referir-me ao Terminal de águas profundas do Caio e ao Projecto de construção da Refinaria de Cabinda.

Não menos relevante terá sido também a visita que fizemos à centenária Igreja de São Tiago Maior da Missão Católica de Lândana, já classificada como Património Cultural Nacional.

Trata-se de um equipamento que tem um importante papel para a comunidade cristã desta região, que transcende as questões da fé.

Fomos igualmente informados sobre a evolução de outros importantes projectos de infraestruturas e do sector social, como o Hospital Geral de Cabinda, o Hospital Provincial de Cabinda, o Polo Universitário, a Estação de Tratamento de Água de Sassa-Zau, as fontes de Energia eléctrica, a situação do Aeroporto internacional de Cabinda, o Polo Industrial do Fútila, as perspectivas sobre a Centralidade de Cabinda, a rede de estradas e vários empreendimentos no sector agro-pecuário e das pescas, bem como o impulso que se está a dar à agricultura familiar.

Alguns desses projectos estão em fase bastante avançada. Mas outros ficaram condicionados pela significativa redução de disponibilidades financeiras por parte do Estado.

A crise da pandemia de COVID-19 veio agravar ainda mais o quadro, por limitar o fluxo de pessoas, mercadorias e equipamentos necessários para o curso das obras.

Entretanto, no fim das visitas que efectuamos, chamou-me atenção, o empenho, a força de vontade, a esperança e a determinação no rosto dos jovens e empreendedores. A título de exemplo, chamaram a atenção, as iniciativas ligadas ao relançamento da produção com perspectiva de industrialização, do palmar, do cacau e café.

Foi ainda assinalado o potencial que a Província de Cabinda tem no domínio do Turismo que pode proporcionar à imponente Floresta do Maiombe, a rica Cultura, Gastronomia e tradição, os sítios históricos e os lugares de memória ligados à luta de libertação nacional.

Os projectos estão aí. A sua execução pode, nalguns casos, estar atrasada por razões pontuais, mas nada que possa pôr em causa a vontade do Executivo do Presidente João Lourenco, de contribuir para melhorar as condições de vida das populações da Província de Cabinda.

Estão aqui, na delegação que dirigimos, titulares e representantes dos relevantes Departamentos Ministeriais que tomaram contacto directo com a situação dos projectos visitados ou em carteira. Acompanham-nos também respeitáveis deputados, que no exercício das suas nobres funções deverão ser bons porta-vozes do que está a ser feito aqui nesta província de Cabinda.

Minhas senhoras e meus senhores,

Em 2022, assinalaremos 20 anos de Paz e de Reconciliação Nacional. Será um aniversário completo que merece ser celebrado de modo condigno e distinto, como forma de mostrarmos o quanto nos é cara a PAZ, palavra curta, de apenas três letras, mas de significado e dimensão universal.

Aliás, o ano de 2022 será igualmente marcado por dois outros importantes eventos que importa destacar: as Eleições Gerais e o Centenário do nascimento do Primeiro Presidente de Angola, Dr. Agostinho Neto.

Termino saudando uma vez mais as angolanas e os angolanos, por este dia especial, o Dia da Paz e da Reconciliação Nacional.
Agradeço na pessoa do Excelentíssimo Engenheiro Marcos Nhunga, Governador da Província de Cabinda, às populações do Belize, de Buco-Zau, de Cabinda e de Cacongo, pela calorosa recepção proporcionada a mim e à delegação que me acompanha.

Viva a Paz,

Viva a República de Angola,

Viva o Povo angolano, de Cabinda ao Cunene e do Mar ao Leste!

Feliz Dia da Paz e da Reconciliação Nacional!

Feliz Dia de Páscoa!

Matondo!

Tu tóndele!

Muito obrigado!

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